quinta-feira, 16 de julho de 2015

Dicas de Mestre: Escola de gastronomia e confeitaria do Senac


Dicas de Mestre: Escola de gastronomia e confeitaria do Senac
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Instruções:

1. Leia toda a receita e tenha certeza de ter todos os ingredientes para assar o seu bolo perfeito. Se você esquecer de um ingrediente ou colocar um errado, o resultado pode ser desastroso. Retire os ingredientes que ficam na geladeira para fora e deixem que cheguem na temperatura ambiente. (Ovos – não mais que 30 min antes da hora da preparação)

2. Tenha certeza que você tem as formas corretas. Tamanhos impróprios causam bolos cozidos em excesso, pouco cozidos ou feios. Unte o interior usando manteiga e farinha e retire o excesso. Reserve.

3. Pré-aqueça o forno com a temperatura especificada na receita, por pelo menos 20 minutos antes de assar o bolo. A posição da prateleira é mais um ponto importante. Antes de ligar o forno, ajuste a prateleira à posição designada pela receita. Para bolos a melhor posição é no centro do forno. A temperatura do forno para bolo simples deve ser de 180°C, ou seja, forno médio.

4. Meça exatamento todos os ingredientes usando copos medidores para secos e líquidos. Peneire todos os ingredientes secos. Bater bem a manteiga e o açúcar, até ficar um creme esbranquiçado. Acrescentar as gemas e continuar batendo.
Acrescentar as farinhas e o líquido, por etapas alternadas, para obter uma mistura homogênea. Acrescentar delicadamente as claras batidas em neve, para que o ar não se perca. O fermento em pó deve ser acrescentado só no final da preparação para que sua ação não seja enfraquecida.

5. Encha 2/3 das formas com o bolo e em alguns casos dê uns tapinhas com a forma em cima da mesa para que as bolhas de ar subam para a superfície.

6. Fique sempre de olho no tempo, se você possuir um timer, use-o. Não abrir o forno antes de 15 a 20 minutos.Uma boa regra é sempre conferir o bolo 8 minutos antes do tempo estipulado pela receita. Faça o teste do palito: insira um palito no centro do bolo para checar a consistência, se ele sair limpo o bolo está pronto, mas se sair sujo espere mais 4 minutos e olhe novamente.

7. Retire a forma do forno e coloque sobre algum tipo de grelha e deixe esfriar de 10 a 20 minutos. Passe uma faca em volta da borda da forma para soltar o bolo. Segurando a grelha sobre a forma, gire para retirar o bolo. Deixe esfriar completamente.

Os Ingredientes:

A Gordura – faz o bolo ficar macio, atenuando a ação da farinha. Para que as gorduras fiquem bem misturadas, devem ser batidas energicamente com o açúcar. O excesso de gordura pode deixar o bolo pesado, compacto, indigesto. Sua falta faz com que o bolo fique seco, duro.

O amido de milho – deixa à massa leve, mais leve que a farinha de trigo, vai permitir que seu bolo fique mais macio e saboroso.

O Açucar – na maioria das receitas, deve ser batido com a manteiga, pois da combinação destes dois elementos resulta a maior delicadeza da massa. O excesso de açúcar faz o bolo ficar com textura desigual, levemente grossa, impedindo seu crescimento.

Os Ovos – as gemas ajudam a estabilizar, dar liga à massa. Devem ser batidas com o açúcar e a manteiga. A s claras que dão leveza à massa devem ser batidas em neve para fornecer maior quantidade de ar. Só devem ser acrescentadas à massa no final, delicadamente, para que o ar não se perca.

O Fermento – o fermento em pó deve ser acrescentado só no final da preparação para que sua ação não seja enfraquecida, pois começa a agir quando entra em contato com os líquidos frios.

O Óleo – o óleo além do sabor, impede que o glúten se forme, pois vai envolver as proteínas da farinha, impedindo que elas se liguem entre si. Vai portanto contribuir para o bolo ficar mais macio.

O Leite – o leite vai fornecer água para além da existente nos ovos, que vai contribuir para tornar o bolo mais úmido e gostoso.

A Água - quando feito com água, o bolo fica mais leve e não tao pesado e nutritivo como quando feito com leite.Também para quem é alérgico ao leite sempre tem como opção a água ou para quem não goste de leite.

O Leite e a Água morna – a água ou o lente morno ativa o efeito do fermento que vai na massa, produzindo milhões de bolhinhas, portanto contribui para tornar os bolos mais leves.

O Bicarbonato de Sódio – como o fermento ele serve para fazer o bolo crescer, ele é também adicionado junto com o fermento para neutralizar alguns ácidos na receita (vinagre, iogurte, chocolate, etc) e para adicionar maciez. Mas para o bolo crescer melhor prefira sempre o fermento. E serve também para realçar a cor do bolo principalmente em bolos de chocolate.

Recheio e Cobertura – até os mais simples bolos se transformam em grandes super-receitas quando recebem um delicioso recheio. E se tiverem um acabamento caprichado, melhor ainda, pois podem até virar bolo de festa. Branquinho, brigadeiro, leite condensado, doce de leite são algumas sugestões que podem incrementar a sua receita. Ah, importante: o bolo deve estar completamente frio para receber recheio ou cobertura. E também deixe esfriar a cobertura e o recheio por cerca de 2 horas na geladeira antes de usa-los.

Problemas:

Um bolo afundado no meio:
- Excesso de líquido
- Insuficiência de qualquer dos ingredientes secos
- Excesso de açúcar ou fermento (a massa escurece)
- Temperatura do forno alta demais
- Porta do forno aberta antes do tempo mínimo de cozimento
- Mistura leve colocada em fôrma grande e funda

Um bolo “solado” (achatado):
- Fermento vencido ou em pouca quantidade
- Líquido em excesso ou ovos em falta
- Pouca massa para uma fôrma grande
- Quantidade insuficiente de açúcar
- Mistura muito batida após inclusão da farinha
-Excesso de farinha

Um bolo compacto, pesado:
- excesso de gordura

O meio mais crescido e a superfície achatada:
-Forma colocada em grade muito alta
-Temperatura excessiva, formando rapidamente uma crosta sobre a massa.

Pão-de-ló com superfície irregular/rachada:
- Forma pequena
- Excesso de fermento
- Forno quente demais
- Massa assada em excesso

Fonte:http://saboresdacozinhasemgluten.blogspot.com.br/2013/10/dicas-de-mestre-escola-de-gastronomia-e.html

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Cuscuz de assadeira sem glúten



Foto: Mauro Holanda 
Calorias: 287 por porção 
Categoria: Torta salgada e quiche 
Dificuldade: Médio 
Rendimento: 8 porções 
Tempo de Preparo: Rápido (até 30 minutos) 
Tipo: Entrada 

Ingredientes
- 2 colheres (sopa) de óleo
- 1 cebola picada
- 5 tomates picados
- 100 g de vagens picadas
- 1/2 pimentão vermelho picado
- 1/2 pimentão amarelo picado
- Sal, pimenta-do-reino e salsinha picada a gosto
- 2 xícaras (chá) de água morna
- 1/3 de xícara (chá) de azeitonas pretas picadas
- 1/2 xícara (chá) de palmito picado
- 1/2 xícara (chá) de ervilha cozida
- 200 g de farinha de milho
- 1 colher (sopa) de farinha de mandioca
- Fatias de tomate, azeitonas fatiadas e rodelas de palmito para decorar

Modo de preparo
1. Decore o fundo de uma forma com azeitonas fatiadas com o tomate e o palmito. Reserve.
2. Em uma panela, aqueça o óleo e refogue a cebola.
3. Acrescente os tomates e cozinhe-os até que desmanchem.
4. Junte as vagens, os pimentões, a pimenta e o sal. Misture, adicione a água e cozinhe até os legumes ficarem macios.
5. Retire do fogo e junte a salsinha, as azeitonas, o palmito e as ervilhas. Adicione as farinhas aos poucos e mexa até virar um mingau.
6. Espalhe na assadeira e aperte com as costas de uma colher. Desenforme frio.
Fonte:
http://mdemulher.abril.com.br/receitas

terça-feira, 23 de junho de 2015

TABELA DE CONVERSÃO DE MEDIDAS CÚLINARIAS

Tabela muito útil na cozinha,  no nosso caso é só desconsiderar as substâncias  com glúten, rsrsrsrs.....





quarta-feira, 17 de junho de 2015

Sopa de batata com milho e bacon sem glúten


Foto: Stela Handa/Maria Olinda Cabra
Culinarista: Denise Bologna Amantini 
Tempo: 1h
Rendimento: 5 Porções
Dificuldade: Fácil

Ingredientes:
- 1kg de batata
- 1 xícara (chá) de bacon em cubos
- 1 colher (sopa) de alho espremido
- 2 latas de milho verde escorridas
- 1 cubo de caldo de galinha sem glúten (opcional) 
- 1 litro de água fervente 
- 2 xícaras (chá) de creme de leite 
- Sal a gosto 
- Coentro picado para polvilhar

Modo de Preparo:
Descasque e pique a batata em cubos pequenos e não coloque na água. Aqueça uma panela grande e frite o bacon sem óleo, na própria gordura até dourar. Escorra e reserve. Na gordura do bacon, na mesma panela, frite o alho e adicione a batata. Refogue por 5 minutos. Coloque o milho e refogue por mais 3 minutos. Adicione o caldo de galinha e a água. Espere levantar fervura e abaixe o fogo. Cozinhe por 25 minutos. Adicione o creme de leite e cozinhe por mais 3 minutos. Acerte o sal e coloque em cumbucas individuais ou xícaras grandes. Polvilhe com coentro picado e com o bacon reservado em cada porção. 
Fonte: 

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Doença celíaca mata 42 mil crianças por ano no mundo

terça-feira, 2 de Junho de 2015, 13:25 — claudia


Doença celíaca: o glúten, presente no trigo, na cevada e no centeio, é responsável por desencadear a patologia (Thinkstock/VEJA) 

O ano é 2005.
A professora universitária Flávia Anastácio de Paula lida com uma cena que virou rotina. Seu filho do meio, Emílio, então com apenas dois anos, vomita sem parar durante horas. Abaixo do peso, com constipação crônica, crises de hiperatividade, pneumonias frequentes, dores fortes nas pernas e peso e estatura muito abaixo do indicado, Emílio começou a adoecer quando tinha apenas seis meses de vida. À época, Flávia deu início a uma via-crúcis: descobrir qual era a doença do filho. No caminho, que durou quatro anos, passou por mais de 15 médicos diferentes, dezenas de exames clínicos e laboratoriais e internações hospitalares regulares. Em setembro de 2007, aos quatro anos, Emílio foi enfim diagnosticado: ele era portador da doença celíaca.
Ainda desconhecida pela grande maioria da população - e, infelizmente, por parte da classe médica - a doença se caracteriza pela intolerância ao glúten, uma proteína presente no trigo, na cevada, na aveia e no centeio. O primeiro levantamento global sobre a doença, divulgado no final de julho, indica que ela cause a morte de cerca de 42.000 crianças todos os anos no mundo. Em entrevista ao site de VEJA, Peter Byass, epidemiologista coordenador do estudo que reuniu o departamento de saúde pública e medicina clínica da Universidade de Umea, na Suécia, e a Faculdade de Saúde da Universidade de Witwatersrand, na África do Sul, avalia que no Brasil 200 crianças morram anualmente em função desse mal. Alguns estudos internacionais afirmam ainda que uma a cada 100 pessoas no mundo seja portadora da doença; outros, que mais da metade dessas pessoas não sabem que estão doentes. No Brasil pouco se sabe sobre a incidência da doença, já que faltam levantamentos nacionais. Dados de uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo, realizada em 2007, apontam que um a cada 214 brasileiros tem a doença. Os dados existentes sobre doença celíaca, como se vê, são poucos, dispersos e por vezes desatualizados.


A doença celíaca foi descoberta em 1888 pelo pediatra britânico Samuel Gee, mas apenas no decorrer da década de 1940 o glúten foi reconhecido como o vilão causador do transtorno. Durante os períodos de escassez alimentar da guerra, o médico holandês Willem Karel Dicke notou que a falta de pães e de produtos à base de trigo reduziam o número de casos, e acabou relacionando a proteína à doença. Dicke criaria, ainda no começo de 1950, a primeira dieta livre de glúten para pacientes com doença celíaca - que permanece sendo o único tratamento disponível até hoje. De lá para cá, alguns passos importantes foram dados para o controle do problema, como a definição dos sintomas (diarreia crônica, inchaço do abdome, anemia e vômitos) e a indicação de um tratamento alimentar. Mas, mesmo que seja um mal conhecido, estudado, com tratamento e exames para diagnóstico estabelecidos, a doença celíaca persiste silenciosa e subdiagnosticada em muitos pacientes.


Dificuldades - Casos como o de Emílio são minoria, mas estão longe de se tratar de uma exceção. Embora a intolerância ao glúten costume aparecer de maneira mais amena na maioria dos casos, 20% dos celíacos têm sintomas extremos, segundo Aytan Miranda Sipahi, coordenador do Laboratório de Gastroenterologia Clínica e Experimental da USP. Os demais podem ter apenas um dos sintomas, como enxaqueca, aftas e flatulência. Por não serem tão severos ou alarmantes, acabam dificultando o diagnóstico. Por isso, a doença celíaca é normalmente representada como um iceberg. Na ponta (pequena parte à vista), estão pacientes como Emílio, sua mãe e seus dois irmãos: pessoas que sofrem, e muito, com a doença. Em todo o restante da enorme massa de gelo, estariam pacientes como Raquel Benati.


A professora de artes, hoje com 48 anos, demorou duas décadas para receber o diagnóstico da doença. "Os médicos não investigavam a doença celíaca, porque só detectavam uma anemia. Eu até tinha crises de diarreia eventuais, mas a constância maior era das prisões de ventre", diz. Hoje, Raquel é vice-presidente do braço carioca da Associação dos Celíacos do Brasil (Acelbra) e secretária da Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil (Fenacelbra), que conta com cerca de 20.000 associados. Seu trabalho nas instituições é orientar os celíacos e ajudar a conscientizar a população. "Os médicos relutam em fazer o diagnóstico, principalmente quando você não tem o quadro clássico. Conheço muita gente que foi até o consultório especificamente pedir para fazer o exame."


Diagnóstico e complicações - A investigação para a conclusão do diagnóstico costuma seguir três passos: histórico familiar da doença, exame de sangue e biópsia do intestino delgado por endoscopia. Por ser genética, a doença pode estar presente em um ou mais membros da mesma família. O teste sorológico de sangue, por sua vez, visa detectar antígenos da doença. Quando esse exame de sangue dá positivo, é feita a endoscopia com biópsia do intestino, exame considerado definitivo para um diagnóstico. Nessa fase se procura saber se as vilosidades (dobras no intestino responsáveis por aumentar a absorção de alimentos) da mucosa intestinal foram agredidas e atrofiadas - uma característica da intolerância ao glúten. O histórico familiar sozinho não basta para detectar a doença. Para saber com certeza, só após o exame de sangue combinado com a biópsia.


Mesmo nos casos mais amenos da doença, a detecção é fundamental. Isso porque as complicações podem levar a problemas graves, como osteoporose, doenças autoimunes, linfoma e outros cânceres e problemas na tireoide. "Há ainda casos em que a pessoa fica infértil ou pode ter abortos repetidos", diz Vera. Isso ocorre porque a exposição ao glúten faz com que o sistema imunológico trabalhe sempre acima do seu limite, fazendo com que as células de defesa proliferem. Essa hiperatividade pode acabar resultando em linfoma - que é justamente uma proliferação exagerada das células de defesa. O motivo disso acontecer ainda não é conhecido pela medicina.


Dieta complicada - De acordo com Vera Lúcia Sdepanian, coordenadora do curso de residência em gastroenterologia pediátrica da Unifesp, uma dieta sem glúten só é indicada após o diagnóstico positivo, caso contrário ela pode dificultar o processo de reconhecimento da doença. "Quando se para de comer glúten, os antígenos deixam de ser detectados no exame de sangue e as vilosidades do intestino vão voltando ao normal depois de seis meses. Assim, nenhum exame vai dar positivo para a doença, mesmo que a pessoa seja intolerante." A rigor não existe problema em uma dieta sem glúten. A proteína não é essencial na alimentação humana, de acordo com nutricionistas. A única grande dificuldade é justamente a grande restrição alimentar, uma vez que a maior parte dos alimentos industrializados contém o ingrediente. "Não é fácil fazer uma dieta sem glúten", diz John Cangemi, gastroenterologista especialista na doença da Clínica Mayo, nos Estados Unidos. "Trigo, cevada e centeio são componentes de muitos tipos de alimentos, além de fazer parte de alguns medicamentos, doces e outros produtos. A pessoa pode, simplesmente, não se dar conta da presença deles." Vários outros alimentos além dos pães contêm a proteína, como cerveja, queijos fundidos, patês enlatados, embutidos, maionese, catchup e alguns temperos industrializados. O chocolate em teoria não tem glúten, mas como é feito na mesma esteira das bolachas - e corre risco de contaminação - é vendido com o selo contém glúten. "O paciente terá de conviver com muitas limitações alimentares, mas uma boa orientação nutricional pode tornar sua vida mais simples", afirma André Zonetti de Arruda Leite, médico assistente da disciplina de gastroenterologia clínica do departamento de gastroenterologia da FMUSP.


Fonte: Veja
http://www.unasus.gov.br/noticia/doenca-celiaca-mata-42-mil-criancas-por-ano-no-mundo

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Fermento químico caseiro sem glúten

 
Ingredientes:
- 100g de cremor de tártaro 
- 50g de bicarbonato
- 100g de fécula de batata ou polvilho doce

Modo de Fazer:
Misture bem e peneire sempre antes de usar.
A validade é do produto que tem a menor validade.
Use da mesma forma que o fermento químico comprado.
Fonte: Grupo Viva sem glúten - Facebook

segunda-feira, 25 de maio de 2015

BLOG COM NOVO VISUAL

Mudando um pouquinho o visual, espero que gostem....


Doença celíaca está relacionada a infecções repetidas na infância, aponta estudo

A doença celíaca afeta cerca de 1% da população. De acordo com uma pesquisa publicada na revista BMC Pediatrics, infecções repetidas no início da vida aumentam o risco para a doença celíaca. O estudo, baseado em casos suecos, comparou o histórico de saúde de crianças diagnosticadas com a doença celíaca com o de crianças sem a doença. A idade média de desenvolvimento da doença foi aos 11 meses de idade, com diagnóstico quatro meses depois.

Segundo os pesquisadores, ter três ou mais infecções (relatadas pelos pais) aumenta do risco de doença celíaca em 50%. A gastroenterite por si só aumenta o risco em 80%. O risco mais elevado foi observado em crianças que tiveram várias infecções, antes dos seis meses de idade, e que também ingeriram grandes quantidades de glúten, logo após a introdução deste alimento.

Bebês que tinham parado o aleitamento materno quando o glúten foi introduzido na dieta também eram mais vulneráveis a desenvolver a doença celíaca. Os pesquisadores destacaram a importância da amamentação na redução do risco, especialmente em crianças que apresentam infecções frequentes.

Doença da moda?

Segundo o gastroenterologista Silvio Gabor, muitos pacientes o questionam se a doença celíaca é uma “nova doença”, surgida nos últimos tempos.

— Na verdade, a doença foi descrita, pela primeira vez, no século II, pelo grego Arataeus da Capadócia, que informou a existência de uma diarreia que aparecia em crianças, após a ingestão de farináceos e que se revertia com sua suspensão. A essa ocorrência ele chamou de “Koliakos” (aquele que sofre do intestino). Em 1888, Samuel Gre descreveu a doença com mais detalhes e aproveitou o termo grego para chamá-la de “afecção celíaca”, e concluiu também que a única maneira de tratá-la seria pela não ingestão de farináceos — explica o médico.

Durante a Segunda Guerra Mundial, em meio ao grande racionamento alimentar, um pediatra holandês verificou que crianças com afecção celíaca melhoravam, apesar da grave falta de alimentos, e atribuiu essa melhora à baixa oferta de cereais na época.

Ainda no século XX, médicos ingleses demonstraram que o glúten era o que provocava a doença e descreveram as alterações da mucosa do intestino de pacientes celíacos operados. Coube a dois americanos o desenvolvimento de um aparelho capaz de acessar e biopsiar a mucosa intestinal sem a necessidade de cirurgia, facilitando o diagnóstico da doença.

A doença celíaca é uma doença autoimune, que atinge cerca de 1% da população mundial e cerca de 900 mil brasileiros. É caracterizada pela intolerância permanente ao glúten em indivíduos geneticamente predispostos. Mais especificamente é uma intolerância a uma proteína presente no trigo, na aveia, no centeio e na cevada (e seu subproduto malte), cereais utilizados na composição de alimentos, medicamentos, bebidas industrializadas e até mesmo de alguns cosméticos.

Quando esses cereais são ingeridos e atingem a porção inicial do intestino delgado, provocam uma reação imunológica que leva a um processo inflamatório crônico desta região, prejudicando a absorção dos alimentos, dos sais minerais e de outros nutrientes.

— A doença celíaca é mais comumente diagnosticada entre o primeiro e terceiro ano de vida, mas pode manifestar-se em qualquer idade, inclusive em adultos e idosos — observa o gastroenterologista.

Sintomas da doença celíaca

De acordo com seus sintomas, a doença celíaca pode ser classificada em clássica, não clássica e assintomática.

Clássica: as primeiras manifestações podem ocorrer entre o primeiro e o terceiro anos de vida. Caracteriza-se por diarreia crônica devida a ingestão de trigo, emagrecimento, falta de apetite, desnutrição, déficit de crescimento e de ganho de peso, anemia por deficiência de ferro e/ou vitamina B12, distensão abdominal, glúteos atrofiados, braços e pernas finos, apatia e em casos mais graves de desnutrição que pode levar à morte. Os adultos podem apresentar esterilidade ou abortos de repetição, osteoporose, hemorragias, tetania e câncer de intestino delgado.

Não clássica: as alterações intestinais não chamam tanto a atenção. Anemia persistente por deficiência de ferro ou vitamina B12, baixo ganho de peso e de estatura, prisão de ventre, manchas no esmalte dos dentes, irritabilidade, fadiga, epilepsia sem causas aparentes, neuropatia periférica, miopatia, depressão, autismo ou esquizofrenia podem estar relacionados a essa forma da doença. Adultos podem apresentar esterilidade ou osteoporose antes da menopausa. Elevações dos níveis sanguíneos de enzimas hepáticas e perda de peso sem causas aparentes podem ser manifestações isoladas da doença celíaca.

Assintomática: não existe manifestação da doença apesar dela estar presente. Parentes de primeiro grau de celíacos têm cerca de 10% de chances de desenvolverem a doença e devem ser pesquisados. Se não tratados, estes casos podem evoluir com abortos de repetição, esterilidade, osteoporose precoce e câncer de intestino.

Diagnóstico e tratamento da doença celíaca

O diagnóstico da doença celíaca pode ser feito por meio de exames laboratoriais como o teste da absorção da D-xilose e da dosagem de gordura nas fezes, que mesmo sendo inespecíficos são bastante úteis diante da suspeita clínica.

— Outros exames como a dosagem de anticorpos anti-gliadina, anti-endomisio e anti-transglutaminase são mais específicos e podem chegar a quase 100% dos diagnósticos, com poucos casos de falso positivo ou falso negativo. A biopsia endoscópica do intestino delgado entre a terceira porção do duodeno e o jejuno proximal realizada com pelo menos quatro fragmentos fornece o diagnóstico certeiro da doença celíaca — explica Gabor.

O tratamento é feito com a suspensão completa e permanente do glúten da dieta.

— Pães, bolos, macarrão, bolacha, pizza, coxinha, quibe, cerveja, whisky, vodka e qualquer alimento ou bebida que possua o glúten na sua composição ou fabricação são proibidos. O glúten pode ser substituído por farinha de arroz, amido de milho, farinha de mandioca, fubá, fécula de batata, trigo sarraceno ou quinôa. O café industrializado deve ser evitado por conter cevada em sua composição. O café, em seu estado puro, é permitido — recomenda o especialista.

Convivendo com a doença

Como não existem medicamentos ou outros tratamentos diferentes da suspensão do glúten da dieta até os dias atuais, a observação da não ingesta de glúten deve ser rigorosa e para o resto da vida.

— Com isso, o paciente portador da doença celíaca poderá ter uma vida normal, tanto do ponto de vista pessoal quanto familiar e profissional — diz o gastroenterologista.

Por ter características hereditárias, os parentes de primeiro grau dos celíacos deverão ser avaliados. Quando diagnosticados como portadores da doença deverão ser orientados quanto aos seus hábitos alimentares e cuidados com descendentes diretos.

Fonte:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2013/07/doenca-celiaca-esta-relacionada-a-infeccoes-repetidas-na-infancia-aponta-estudo-4199789.html

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Coxinha sem Massa da Ana Maria

 

INGREDIENTES 
1 colher (sopa) de azeite 
½ colher (sopa) de alho 
½ xícara (chá) de cebola picadinha 
500 g de peito de frango sem osso cortado em pedaços grandes 
sal e pimenta-do-reino a gosto 
¼ xícara (chá) de água 
350 g de requeijão cremoso gelado 
salsinha picadinha a gosto 
2 ovos batidos com 1 colher (sopa) de água 
farinha de rosca temperada com sal a gosto 

COMO FAZER COXINHA SEM MASSA
MODO DE PREPARO 
Numa panela de pressão com 1 colher (sopa) de azeite refogue ½ colher (sopa) de alho, ½ xícara (chá) de cebola picadinha. Acrescente 500 g de peito de frango sem osso cortado em pedaços grandes, tempere com sal e pimenta-do-reino a gosto e refogue rapidamente. Adicione ¼ xícara (chá) de água, tampe a panela e após pegar pressão conte 15 minutos. Desligue o fogo e retire a pressão da panela. 
Com a panela destampada, volte-a ao fogo médio e vá mexendo sem parar até secar toda a água e o peito de frango ficar todo desfiado. Retire a panela do fogo e deixe esfriar. Adicione 350 g de requeijão cremoso gelado, salsinha picadinha a gosto e misture rapidamente. 
Com uma colher pegue pequenas porções e modele no formato de coxinha. Passe as coxinhas em 2 ovos batidos com 1 colher (sopa) de água e em seguida na farinha de rosca temperada com sal. Depois passe novamente nos ovos batidos e na farinha de rosca. Frite as coxinhas em óleo quente até dourar. Retire e escorra em papel absorvente. Sirva em seguida. 
Fonte:
http://receitatodahora.com.br/coxinha-sem-massa-da-ana-maria/

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Autoteste de Sensibilidade ao Glúten

Autoteste para a Doença Celíaca/ Sensibilidade ao Glúten não-celíaca

Identifique quais os sintomas que se aplicam a você:

Digestivo
-Desejo de comer coisas feitas com trigo
-Barriga estufada / Gases
-Síndrome do Intestino Irritável
-Refluxo ácido
-Prisão de ventre
-Diarréia
-Falta de apetite
-Problemas de peso
-Anemia ferropriva
-Indigestão
-Náusea

Neurológico
-Dores de cabeça
-Enxaqueca
-Problemas de memória
-Confusão mental
-Falta de concentração
-TDAH ( déficit de atenção / hiperatividade )
-Dores articulares e / ou dores musculares
-Ataxia
-Fibromialgia

Hormonais
-Fadiga
-Problemas de sono
-Depressão
-Ansiedade
-Irritabilidade
-Mudanças de humor
-Problemas menstruais
-Infertilidade masculina e feminina e / ou aborto
-Problemas de tireóide
-Osteoporose ou osteopenia (você ou na sua família)

Sistema Imune
-Você tem infecções facilmente
-Congestão nasal
-Asma
-Erupção cutânea
-Eczema
-Psoríase
-Elevação das enzimas hepáticas (transaminases)
-Artrite, qualquer tipo - em você ou sua família
-História de câncer - você ou sua família
-Doença auto-imune, como diabetes, esclerose múltipla, Lupus - você ou sua família
-Doença celíaca - você ou sua família 

Se você marcou 1-3 sintomas: a sensibilidade ao glúten pode estar desempenhando algum papel em seus problemas de saúde. 
Se você marcou 4-7 sintomas: há uma possibilidade concreta de que você esteja sofrendo de sensibilidade ao glúten. 
Se você marcou 8 ou mais sintomas: a probabilidade é forte de que a sensibilidade ao glúten está tendo um efeito negativo sobre sua saúde. 


Se assim for, você não está sozinho.

O que você deve fazer agora?

Vamos discutir as duas condições possíveis que podem estar afetando a sua saúde: a doença celíaca ou sensibilidade ao glúten.
Para definir os nossos termos, usaremos o termo " intolerância ao glúten " como um termo abrangente que inclui tanto a doença celíaca e sensibilidade ao glúten não-celíaca.
A doença celíaca é uma das doenças mais comuns ao longo da vida na Europa e nos Estados Unidos. 1% da população sofre e esse percentual aumenta com a idade de quatro vezes a 4%, tornando-se extremamente comum.
Alguém poderia pensar que uma desordem comum foi bem diagnosticada em um sistema médico avançado como o nosso. Infelizmente isso não é verdade em todos os casos. Apenas 5 - 10% de todas aquelas pessoas que sofrem da doença são diagnosticados. E para adicionar outros dados, aquelas pessoas que são diagnosticadas, levam em média cerca de 10 anos para receber seu diagnóstico.

Por que a maioria dos Celíacos permanecem sem diagnóstico?

Há algumas respostas possíveis:
• Vivemos em uma sociedade impulsionada po remédios, que gosta de engolir uma pílula e fazer com que os sintomas desapareçam. A doença celíaca pode ser tratada somente com uma mudança na dieta e não é fácil. Não há nenhum remédio para fazer os sintomas da doença celíaca desaparecerem.

• Os médicos neste país não estão focados na dieta e estilo de vida. Eles não gostam de dizer aos seus pacientes para fazer mudanças na dieta. Eles são treinados para dar os medicamentos que fazem o seu paciente "sentir-se" diferente rapidamente.

• As empresas farmacêuticas neste país financiam mais de 70% de toda a pesquisa realizada. Com dieta sendo a única "cura" para a doença celíaca que conhecemos, definitivamente não é uma doença que as empresas farmacêuticas queiram gastar muito tempo e dinheiro pesquisando.

• O teste que tem sido usado como o "padrão ouro" para a doença celíaca ( endoscopia digestiva alta com biopsia) não é muito sensível. Isto significa que muitas pessoas dizem que o glúten não é o seu problema quando ele É. O teste, uma biópsia intestinal, exige que haja uma quantidade tremenda de danos nas paredes do duodeno para dar positivo.

• Os médicos são tradicionais em suas práticas e só recentemente se tornou evidente como a doença celíaca é comum. A maioria deles foram treinados, erroneamente, que a doença celíaca é rara e que os pacientes apresentam sintomas de dor abdominal, diarreia grave e perda de peso. Sabe-se agora que a maioria dos pacientes com doença celíaca não terá sintomas, mas mudar a forma como os médicos pensam é coisa que ocorre lentamente.

Causas à parte, os fatos permanecem os mesmos - mais de 90% das pessoas que sofrem de doença celíaca - uma doença comum - permanecem sem diagnóstico e com sofrimento.


O que é sensibilidade ao glúten?

Sensibilidade ao glúten é uma condição muito comum que afeta de 8 a 40 vezes mais pessoas do que aqueles afetados pela doença celíaca. Então, por que "todo mundo" não sabe sobre isso? Porque só recentemente é que foi admitido que legitimamente isso existe.

Na verdade, quando Petersen escreveu "O Efeito Glúten" em 2009, afirmou informações sobre glúten que não eram de todo aceitas pela comunidade celíaca e investigadores de renome. Na verdade, no momento da sua publicação, o pensamento predominante era que aqueles que "pareciam" estar reagindo ao glúten, mas que não tinham a doença celíaca, provavelmente estavam equivocados e talvez sofrendo de um "efeito placebo" de algum tipo.

Que diferença poucos meses podem fazer! Até o final de 2009 e que continuou em 2010 e 2011, resultados de pesquisas cada vez mais têm demonstrado que a sensibilidade ao glúten não é apenas uma condição muito real, mas que está afetando a saúde de milhões de pessoas inocentes de todas as idades.

Sensibilidade ao glúten não-celíaca é muito mais comum do que a doença celíaca.

Embora as estimativas variem, a incidência de sensibilidade ao glúten em nossa população parece estar em algum lugar entre 8% e 40%. Por que a grande variação? Só recentemente começaram a ocorrer pesquisa sobre a sensibilidade ao glúten.

Como um exemplo de quanto tempo pode demorar para se obter um conjunto de informações sobre uma doença, a pesquisa sobre a doença celíaca vem ocorrendo há décadas, mas demorou até 2010 para descobrir que a incidência de celíacos na verdade aumentou com a idade a partir de 1% a 4 %.

Este é um aumento de 400% em uma doença que foi pensada para ser puramente genética - o que significa que nasceu com ela ou você não é.

Foi um enorme avanço para descobrir que fatores dietéticos e de estilo de vida, além de um gene para a doença celíaca, foram necessários para "ligar" o gene que produz uma intolerância ao glúten.


Fonte:http://dietasemgluten.blogspot.com.br/p/autoteste-de-sensibilidade-ao-gluten.html